sábado, 23 de maio de 2009

Marley e Eu


Que os serviços de casa seriam um grande problema eu já sabia, mas a campeã disparada era a pia cheia de louça. Ela, além de ser responsável pelas cenas mais nojentas também era motivo de criar um mal-humor repentido na Isabela, bastava que Bela chegasse do trabalho e visse a panela com restos de feijão, macarrão, e o que mais fosse nojentíssimo para ela lavar.
Dia desses, eu de folga, tinha almoçado quase 5h da tarde, refastelado na cama, só de cueca, terminando de assistir um filminho na sessão da tarde, "numa lombêra danada" e a pia daquele jeito. Não bastaram 5 min da entrada de Bela no bem cuidado recinto para que soltasse uma pérola. "Tem que tá muito Zen mesmo..." (vontade de esganar foi pouco que eu tive!).

À partir daí foram alguns minutos de discussão sobre tarefas e deveres na casa que vou poupá-los dos detalhes, mas podemos dizer que o diágolo ficou um pouco ríspido durante alguns minutos.

Ela havia arrumado um filme emprestado, Marley e Eu(estávamos doidos para assistí-lo), e logo ordenou: "vamos ver logo que tenho que devolver", "põe o notebook na cama"(assitimos os filmes no computador pq não temos DVD em casa), e assim começamos, e ficamos mudos.

Seguimos sem conversar e sem trocar olhares pelos primeiros minutos do filme, quando a primeira cena engraçada já aliviou a tensão no ambiente(quando o cachorro sai pela janela do carro em movimento não tem como não soltar umas boas gargalhadas!). Depois dessa, já rolou um "mão na mão".

Continuamos a assistir o filme, e silêncio entre nós ainda reinava, mas não por que ainda restava algum ressentimento da pequena briga, mas por que, digamos, o filme é bem bonitinho e já estávamos "escorrendo" de tanto chorar (ela chorava mais que eu!). A verdade é que nos últimos 10 minutos do filme já estávamos abraçados, soluçando de tanto chorar, e achando o filme lindo!

Mesmo após o término do filme não acendemos as luzes, ficamos refletindo, olhando um para o outro e rindo um pouco das nossas caras molhadas e vermelhas...
Nesse momento não existia mais a lembrança de nenhuma briga, então nos arrumamos e saímos para comer uma pizza!
O amor é ou não é lindo?



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Casa Nova


É claro que a casa dos meus sonhos seria grande, com uma big varanda e com uma excelente vista para o mar. Não precisava ser nada chique não, mas tinha que ser de frente para o mar. Nosso primeiro cafofo era, digamos, um pouco diferente disso. Não tinha lá todo esse glamour de ser em frente ao mar, e nem era tão espaçoso assim, mas era bem legal.

Eu digo primeiro cafofo por que ele só estava reservado para o nosso primeiro mês aqui, e logo eu, que sempre tinha morado no mesmo apto, nunca fiz uma mudança na vida, tinha que procurar apto já para nosso segundo mês!

Digamos que foi uma tarefa mais complicada do que o normal, em Itacaré não existe contrato de aluguel, pelo menos não em cartório, e a fama das pessoas que "alugavam" os apês não era nada boa. O grande risco seria alugar um apê na baixa por um valor e na alta ter que desembolsar uma fortuna; aí seria pagar ou rua!
E olha que não era só fama.. ao longo do tempo vimos isso acontecer com pessoas que estavam aqui a muito mais tempo que nós!
Garimpamos, visitamos vários apês, até que a Bela achou um provável novo lar. Era um desses Kitnets, aonde vc espirra no quarto e apaga o fogo da cozinha, mas era em um lugar bem legal, seríamos vizinhos de duas senhoras muito simpáticas (que acabariam nossas parceiras para toda hora nos próximos meses), e claro, era barato!
Fechado, estávamos de mudaça para esse novo cafofo, prontos para a temporada que viria e ansiosos para ver o que era o verão em Itacaré.
A casa, grande e de frente para o mar, com cachorrinhos correndo em volta ainda está nos planos, mas é como eu disse, a situação "sócio-econômica-financeira"....

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A banda


Eu sou uma pessoa que me empolgo facilmente com as coisas, e o blog é minha atual fixação! A minha primeira empolgação em Itacaré surgiu com a oportunidade de tocar em uma banda na noite itacareense. Surgia o "Bando Sintonia Fina", uma banda formada por pessoas de várias partes do Brasil que se encontraram em Itacaré e começaram a fazer um som.
Na verdade fui convidado a tocar na banda, mas não tinha instrumento e não podia largar o emprego da pousada. Tinha que arrumar um violão o mais rápido possível, para poder tocar nas folgas e depois do trampo. O natal estava para chegar e a oportunidade era apelar pra mamãe ! Escolhi o violão pela Net, mamãe comprou, e era só esperar ele chegar pelo correio e horrorizar nos bares de Itacaré. Até imaginava o verão bombando e a gente tocando em todos os lugares possíveis da cidade.
Rolaram algumas canjas, toquei com O Bando em algumas oportunidades, sempre fazendo algumas participações especiais.
Mas do mesmo jeito que O Bando surgiu, ele se desfez. O batera, sumiu da cidade, deixando até a bateria pra trás, outros integrantes brigaram, e antes mesmo que eu entrasse para o Bando, estava fora dele.
Meu violão, lindão, agora serve apenas para encantar minha "gata-noiva" com algumas melodias. No fundo não faz diferença, pois seja em um bar lotado, seja sentado na cama de casa, todas as canções que toco são pra ela mesmo.

OBS: Ainda não foi dessa vez que fui parar na MTV!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Invasão



Diante de outro ponto de vista...
Eu, Isabela, nunca fui muito dessas pessoas “normais” que se encontra em qualquer esquina. Nunca fui aquela boa menina, estudiosa, obediente que adora ficar em casa e que segue todos os bons costumes da sociedade.
Desde adolescente já sabia bem o que queria, ou melhor, o que eu não queria...
Não queria e continuo não querendo nada que é normal...como uma boa aquariana leitora de mapas astrais sou amante da liberdade, da originalidade e odeio padrões...gosto do incomum e sou muito leal aos meus sentimentos!
Como sempre determinada, nunca deixei de acreditar em mim e nas minhas convicções e sempre corri atrás do que eu chamava de “minha verdade”. Mesmo por várias vezes “dando de cara com a parede”.
E em busca destas “minhas verdades” é que passei por muitas aventuras. E é desta forma que orgulhosamente continuo até hoje...
Infelizmente (para minha mãe) e felizmente (para mim) nunca quis encontrar o meu grande amor aos 15 anos, namorar 10 anos, para noivar 5 anos e casar na igreja como manda o figurino...Ah! E isso se paralelamente eu me formasse numa faculdade federal talvez de direito ou medicina ou engenharia, fosse uma super ultra mega profissional bem sucedida aos 25/30 anos, morasse num apartamento financiado decorado com presentes de casamento . Não, essas características não combinavam com meu jeito Isabela de ser.
Ao contrario disso tudo eu queria fazer Turismo e Hotelaria, numa faculdade particular, para um dia depois de conhecer todas as cidades litorâneas brasileiras pudesse enfim montar minha pousada e viver feliz para sempre na beira da praia deitada na rede com meu namorido e meus 2 filhinhos( sim, desta parte nunca abri mão!Quero sim ser mãe, mas não agora!).Seria isto tudo um sonho impossível? Para mim não é, nunca foi e nunca será!
Enfim, passei por todo meu período universitário freqüentando todas as festas, churrascos e encontros de turma, e olhe que não era uma mera coadjuvante da turma, eu era quase que a protagonista, a que gostava de organizar tudo, a de movimentar a galera..era daquelas que conhecia todos na faculdade, era a Belão ( aquela que faz turismo a noite, amiga da carolzão, que tava naquela festa sábado passado!). Meu negocio durante meus 4 anos de estudante era multiplicar....amigos, amigas, conhecidos, festas, viagens, paqueras, intertur, beachtur, churrastur e todos os outros “turs”. Eu definitivamente estava em todas e vivi esta fase muito intensamente! Mas não pense que não era uma aluna aplicada e estudiosa pois para surpresa de todos no dia da minha formatura quando estava eu de beca lá no palco do Minascentro tive a felicidade de surpreender meus queridos pais e amigos com o meu prêmio de 2ª melhor aluna do curso de turismo formandos 2007. Ao fundo pude escutar “belão, belão, belão”(eram eles,o resultado das minhas multiplicações universitárias) e de perto recebi um “Parabéns Isabela, continue esta guerreira que sempre foi que vc vai longe”. E é nesta frase que uma professora me disse que por várias vezes me inspiro e tiro forças para continuar essa vida um tanto quanto incomum.
Enfim voltando ao assunto, nos 47 min do segundo tempo, com o jogo já ganho hei que meu coração começa a bater forte por um menino franzino e tímido, que sentava la no fundo da sala, que eu sempre(ou nem sempre) encontrava nas festas, um menino que já havia trabalhado comigo, já havia viajado comigo e curtido várias reuniões de amigos! “Meu Deus, o que estou sentindo?! “Pois então, era o meu grande amor que já estava me “esperando na hora marcada”. Sim, era ele, que antes tão imperceptível (apenas mais um da minha lista de mais de 10 paginas de amigos), se tornaria o meu maior companheiro desta minha vida nada convencional! E sim, ele apareceu na hora certa!
Após 4 anos de convivência, alguns dias bastaram pra começarmos nosso romance ( que mês que vem já completa 2 aninhos de vida!).Bastou também 1 semana para os planos de vida juntos começarem....eram muitas idéias, e sempre objetivos em comum, sonhos iguais...
Desde então decidimos que seriamos determinados e passaríamos por cima de tudo para encontrar nosso lugar, o qual pudéssemos ser felizes juntos.
Sim, dois turismólogos de faculdade particular, recém formados, loucos por viagens, amantes do Brasil, adoradores da natureza e do mar, buscadores de paz e amor, nada bem sucedidos financeiramente, sem apartamento financiado decorado com presentes de casamento e bolo de noiva...Enfim, tive a certeza de que encontrei meu grande amor....agora sim poderia seguir pra Bahia...
**A partir de agora deixo este blog por conta do meu “gato-noivo”, príncipe encantado, amor da minha vida, namorado, noivo, namorido, marido, melhor amigo, companheiro e recém escritor VINICIUS!
Divirtam-se com nossas histórias no sertão bahiano......

Na busca de um emprego


Ahá! enrolou, enrolou e lá vem ele pedindo emprego!

Não é nada disso que vocês estão pensando! Eu preciso contar como foi essa parte do emprego, afinal não dá pra viver na fotossíntese aqui. Apesar de que conhecemos algumas pessoas que até hoje eu não sei o que fazem...acho que viraram definitivamente plantas, vivem de sol e brisa!
Chegamos a Itacaré após 24h de músicas no mp3, muitos pães-de-queijo e chips pelo caminho, umas 37 paradas em uns sertões que só Deus e esses motoristas mesmo para acharem. Confesso que após atravessar a divisa de minha Minas querida com a Bahia não era tão fácil achar o meu adorado pão-de-queijo, ou pelo menos um que honrasse o nome de Minas, realmente minha terra estava ficando para trás.
Uma das coisas que compramos em BH antes de iniciar a jornada foi uma mochila bem equipada pra mim, 60kg, uma "bitela"(se eu soubesse que metade das coisas que trouxe seriam inúteis teria comprado uma de 30kg).
Logo que descemos na rodoviária de Itacaré e fomos descarregando as malas o carregador segurou a minha pela alça, deu uma puxada e viu que a coisa não tava mole não! Estavamos eu e Bela em pé com mochilas enormes nas costas e mais algumas coisas penduradas nos ombros loucos para sair daquela rodoviária escura e cheio de gente mal encarada(é, a primeira impressão não foi boa!).
E lá fomos nós, valentes andando em direção à rua principal da cidade, para, ai sim, tentarmos descobrir aonde era a casa que tinhamos reservado pela internet. Porém, a valentia durou 2 quarteirões, as mochilas estavam pesadas demais e os nossos joelhos não eram tão valentes assim! Nada que um táxi não resolva, Bela achou um e saímos à procura de nossa casa. E que procura. Rodamos meia cidade até achar os benditos Kitnets que havíamos reservado, segundo Bela, nossa casa de boneca!
Finalmente chegamos, estamos alojados, e só de pensar em desmontar aquela mochila já me dava uma preguiça danada!
É claro, tiramos alguns dias para curtir uma praia, afinal de contas somos mineiros e isso não é todo dia que dá pra fazer!
Como eu não sou bobo nem nada quis agilizar o quanto antes a procura de um emprego. Quando ainda estávamos em BH entramos em contato com algumas pousadas e restaurantes aqui da cidade, alguns responderam e fomos atrás deles aqui em Itacaré.
Para nossa surpresa foi mais fácil do que imaginávamos, e para quem achava que voltaríamos com um mês, com 5 dias já estávamos começando a trabalhar!
Eu comecei na Creperia do Tio , um dos restaurantes mais bacanas e descolados aqui de Itacaré, e a Bela foi contratada em um dos melhores resorts da cidade, o Itacaré Village. Maravilha, pq afinal de contas alguém tinha que ganhar bem para manter essa vida praiana!
Se soubessemos que arrumaríamos emprego tão rápido teríamos aproveitado um pouco mais de praia , nem cheguei a pegar um bronze e já tava ralando!
Meus dias no Tio não duraram muito, fui contratado na Pousada Abaré e estou lá até hoje.
A vida praiana pode não ser tão praiana assim, temos que trabalhar, cuidar da casa, fazer comida, LAVAR A LOUÇA, mas pelo menos uma coisa não podemos negar, começamos com o pé direito!

A despedida


Na verdade, como esse, pelo menos no começo, é um Blog flashback, eu não preciso esperar os fatos acontecerem para postá-los aqui. Essa primeira etapa terá de ser narrada, para que eu não esqueça nenhum detalhe! Para isso, na minha empolgação inicial (fiquei até 01h da noite escrevendo o primeiro post ontem! E acordei hoje às 07:30! vixe!), fiz uma lista de prováveis títulos de tópicos à serem escritos. Mas a primeira coisa que posso lembrar são as preparações e planos, meus e da Isabela. As idéias eram basicamente sobre onde, quando, como e com que grana iríamos viajar, e como essas idéias fervilhavam. De uma simples viagem pelo Nordeste, via mochilão e barraca, decidimos mudar de vez para uma cidade na Bahia. Como eu já disse, meu conhecimento por cidades brasileiras não é lá muito vasto, então minha "Gata-Noiva", lembrou de Itacaré. Sim, esse seria o nosso porto de entrada em uma vida tranquila e de frente pro mar! Se dali decidíssemos mudar já estaríamos no nordeste e aí seria um pulo para qualquer outro belo lugar. Começamos assim à pesquisar algumas coisas sobre a nossa futura cidade, mandamos e-mails, pedimos empregos e algumas dicas em um desses sites oficiais da cidade(http://www.itacare.com/). Descobrimos que Outubro era uma boa época de chegar na cidade, começo da alta temporada, empresas contratando, cidade enchendo, então, mais uma dúvida estava resolvida. Faltava descobrir como e com que grana, o resto era dar a "cara" e ver no que dava! "Como ir" foi o mais fácil, não seria uma aventura se não tivesse uma pequena, digamos rápida viagem de ônibus(24h cravadas!!). Vinha agora a segunda parte mais difícil; com que grana iríamos? É nessa hora em que a maioria dos planos vão por água abaixo. A Bela abriu uma poupança e começou a juntar sua graninha, eu.. putz, devia uma grana na faculdade após ter me formado, desse jeito, o salário que ganhava no hotel praticamente ia todo embora. O jeito que dei foi vender o meu único bem, minha Zangada! É isso mesmo, minha Brasília 77, branca, com tudo que tinha direito. Ela era linda, e era o meu primeiro carro. Demorei mas colei a plaquinha de vende-se no vidro da zangada. Não demorou muito e algum indivíduo logo se apaixonou por ela. Mas como eu tinha coragem de ver aquelas lanternas indo embora pelas costas, sabendo que não era eu a guiar a bichinha? Confesso que um sentimento de homem largado, trocado pela mulher amada, logo veio a minha cabeça e comecei a cantar um triste sertanejo. Pronto estava resolvido o problema do dinheiro. À partir daí as coisas aconteceram em uma velocidade incrível, os amigos prepararam uma festa de despedida(e que festa foi!), eu e Bela decidimos virar noivos, pedimos dispensa dos nossos trabalhos, compramos as últimas coisas pra nossa viagem, inclusive as passagens para a viagem. Se tivesse que colocar em escala as coisas que foram mais difíceis nessa empreitada diria que em primeiro lugar, com ampla diferença para o segundo, vem a despedida. Despedir dos amigos e da família não foi fácil. Como que eu poderia largar pessoas que não saíam do meu lado desde os meus 06, 07 anos? Como largaria a vida de filhinho de mamãe e me tornaria o homem da casa? Afinal, como seria minha vida de casal? Bom, difícil foi, mas nada como ter uma boa compania, uma doidinha, que teve as mesmas idéias doidas que eu e decidiu apostar as fichas na mesma aventura que a minha. Dia 18/10/2008, gravado na aliança, dia da despedida, dia do recomeço.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

À Procura




Eu nunca tinha pensado em mexer com esse negócio de Blog, acho que nem sei escrever!
Mas dia desses saindo para o trabalho vi um Motorhome(um daqueles carros-casa) parado em uma pracinha aqui perto de casa e na lateral ele tinha o endereço de um Blog pintado.
Pois é, como a curiosidade pegou eu tive que chegar no trabalho e conferir sobre o que era o danado do blog, e o que era aquele motorhome gigante parado em uma pracinha de Itacaré.
Aquele bichão era de uma família francesa(acho que era, pois o blog estava em francês),que estava viajando o mundo nele.
Fiquei fissurado na ideia e a segunda coisa que fiz após entrar no Blog dos franceses foi pesquisar quanto era um Motorhome; descobri várias coisas sobre eles, peguei alguns valores e vi que alguns modelos são feitos até em kombis, o que torna o seu preço muito mais acessível.
mas isso são outros quinhentos, pois não podia gastar o pouco dinheiro que tinha comprando uma "Kombihome", os planos eram outros e eu não estava sozinho nessa empreitada em Itacaré.
Já que no momento não podia comprar um carango daquele e sair viajando o mundo com minha "gata-noiva" Isabela, eu decidi fazer... um blog!
Legal, estava eu em frente ao computador, me cadastrando no site que hospedaria o meu blog, prestes a dar o pontapé inicial nesta nova empreitada, quando pensei: "mas vou escrever sobre o quê?" Turismo? Quem sou eu, acabei de me formar! Viagens? Conheço tantos lugares que não devem encher uma mão. Novidades? Vida em casal? um Blog cheio de links para pornografia? Isso seria bacana, mas Isabela me mataria, e depois de me matar ia separar de mim! Então pensei em escrever as peripécias que aconteceram com a gente aqui em Itacaré, o paraíso do surf!
"Poxa, por quê não pensei nisso antes! Agora que estou voltando pra BH começo a escrever um Blog sobre minha vida em Itacaré!"
Digamos então que esse será um Blog FlashBack! Entraremos no meu Delorean imaginário e voltaremos no tempo em que dois jovens turismólogos, recém-formados, saíram do aconchego de seu lar e se aventuraram pelos cantos da Bahia; saíram à procura de algo que, no fundo, nem eles sabiam que estavam procurando...e que lhes garanto, ainda não acharam!