terça-feira, 19 de maio de 2009

Na busca de um emprego


Ahá! enrolou, enrolou e lá vem ele pedindo emprego!

Não é nada disso que vocês estão pensando! Eu preciso contar como foi essa parte do emprego, afinal não dá pra viver na fotossíntese aqui. Apesar de que conhecemos algumas pessoas que até hoje eu não sei o que fazem...acho que viraram definitivamente plantas, vivem de sol e brisa!
Chegamos a Itacaré após 24h de músicas no mp3, muitos pães-de-queijo e chips pelo caminho, umas 37 paradas em uns sertões que só Deus e esses motoristas mesmo para acharem. Confesso que após atravessar a divisa de minha Minas querida com a Bahia não era tão fácil achar o meu adorado pão-de-queijo, ou pelo menos um que honrasse o nome de Minas, realmente minha terra estava ficando para trás.
Uma das coisas que compramos em BH antes de iniciar a jornada foi uma mochila bem equipada pra mim, 60kg, uma "bitela"(se eu soubesse que metade das coisas que trouxe seriam inúteis teria comprado uma de 30kg).
Logo que descemos na rodoviária de Itacaré e fomos descarregando as malas o carregador segurou a minha pela alça, deu uma puxada e viu que a coisa não tava mole não! Estavamos eu e Bela em pé com mochilas enormes nas costas e mais algumas coisas penduradas nos ombros loucos para sair daquela rodoviária escura e cheio de gente mal encarada(é, a primeira impressão não foi boa!).
E lá fomos nós, valentes andando em direção à rua principal da cidade, para, ai sim, tentarmos descobrir aonde era a casa que tinhamos reservado pela internet. Porém, a valentia durou 2 quarteirões, as mochilas estavam pesadas demais e os nossos joelhos não eram tão valentes assim! Nada que um táxi não resolva, Bela achou um e saímos à procura de nossa casa. E que procura. Rodamos meia cidade até achar os benditos Kitnets que havíamos reservado, segundo Bela, nossa casa de boneca!
Finalmente chegamos, estamos alojados, e só de pensar em desmontar aquela mochila já me dava uma preguiça danada!
É claro, tiramos alguns dias para curtir uma praia, afinal de contas somos mineiros e isso não é todo dia que dá pra fazer!
Como eu não sou bobo nem nada quis agilizar o quanto antes a procura de um emprego. Quando ainda estávamos em BH entramos em contato com algumas pousadas e restaurantes aqui da cidade, alguns responderam e fomos atrás deles aqui em Itacaré.
Para nossa surpresa foi mais fácil do que imaginávamos, e para quem achava que voltaríamos com um mês, com 5 dias já estávamos começando a trabalhar!
Eu comecei na Creperia do Tio , um dos restaurantes mais bacanas e descolados aqui de Itacaré, e a Bela foi contratada em um dos melhores resorts da cidade, o Itacaré Village. Maravilha, pq afinal de contas alguém tinha que ganhar bem para manter essa vida praiana!
Se soubessemos que arrumaríamos emprego tão rápido teríamos aproveitado um pouco mais de praia , nem cheguei a pegar um bronze e já tava ralando!
Meus dias no Tio não duraram muito, fui contratado na Pousada Abaré e estou lá até hoje.
A vida praiana pode não ser tão praiana assim, temos que trabalhar, cuidar da casa, fazer comida, LAVAR A LOUÇA, mas pelo menos uma coisa não podemos negar, começamos com o pé direito!

Um comentário:

  1. Que delícia saber dos detalhes da aventura suas. Aventura da qual vocês fazem uma rotina.
    Passei minha lua de mel em Arraial e a gente ficava conversando com os donos de cada restaurante que íamos. A maioria era um pessoal que tinha chegado de mala e cuia na Bahia e resolvido ficar. Já imagino vocês assim... donos de uma pousada super charmosa na beira da praia... OBA!

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